Não é o melhor filme do mundo e Millar está longe de ser um John Huston, a quem devemos o clássico "The African Queen" onde o realizador de "The Maltese Falcon" opõe uma púdica e muito puritana Katharine Hepburn ao ex-presidiário Bogart, numa guerra dos sexos que ficou famosa e mesmo referencial.
Apesar disso e em todo o caso, "Rooster Cogburn" [a.k.a. "True Grit"] que revi recentemente em DVD a pensar no remake com Jeff Bridges que tenciono ver logo que possível, "Rooster Cogburn", dizia com toda a sua americaníssima apologia da acção--para não dizer: da violência pura e simples sobre a reflexão e do machismo sobre o entendimento racional e saudável entre as pessoas e designadamente entre os géneros] consegue aqui e ali prender cinematograficamente a atenção do espectador mais exigente com o duelo entre um tipicamente afascistado John Wayne e uma dificilmente previsível e "eléctrica" como sempre Hepburn, reedição do célebre duelo Bogart-Hepburn, do filme de Huston.
Mas, se Hepburn é magnífica, empolgante no papel de virgem profissional e puritana praticante, francamente fanatizada que se inicia, de modo brutal, nas complexidades do mundo real, Wayne, em geral menosprezado como actor que o foi e grande à sua maneira, consegue refinar aqui toda a truculência que senmpre marcou algumas das suas personagens mais famosas [com a possível subtil excepção da de 'Ringo Kid' de "The Stagecoach", de Ford] dando do fascista Cogburn uma visão [quase convincentemente] humanizada e [praticamente] humana.

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