sábado, 30 de julho de 2011

"Louise Brooks (24 de Novembro, 1906 – 8 de Agosto, 1985,"

                                       


Hoje foi dia de regravar "Die Büchse der Pandora" em DVD de 1929, dirigido por Pabst.
É para mim, juntamente com algyns outros filmes da época e não só, obras como "Aurora" ou "der Letzte Mann" de Murnau ou ainda "M..." de Lang, definitivamente um dos meus filmes "de cabeceira".
Apesar da sua evidente e por vezes gritante misoginia, o filme de Pabst constitui um objecto narrativo inesquecível visualmente espantoso, em larga medida devido à figura realmente fascinante, hipnótica, de Louise Brooks, uma antiga dançarina norte-americana tornada actriz e que destilava, de facto, sensualidade em cada gesto ou olhar--ela que foi uma das primeiras e mais impressivas "sex goddeses" do cinema.

O filme de Pabst, baseado no texto dramático de Wedekind é uma obra francamente moralista, constituindo, num certo sentido, uma espécie de anti-Pigmalião e de discreta, subtil variação em torno do tema de Fausto, a que nem falta um demónio omnipresente na figura do suposto pai de Lulu papel desempenhado pelo actor Carl Goetz.. 
Embora, durante o julgamento da protagonista, pela boca da ambíguaa figura de 'Geschwitz' [Alice Roberts], surja no drama uma refrência ao "fatalismo económico e social" de que todos aqueles destroços humanos são, afinal, vítimas, a perspectiva de Pabst é, como disse, basicamente moralista e misógina, fazendo encarnar na Mulher [Salomé, Dalila, Maria Madalena] numa acepção que tem muito de topicamente misgino e bíblico o próprio Mal.

A "caixa de Pandora" é aberta quando o Dr. Schön decide manter com Lulu uma relação "pecaminosa" que o conduzirá, aliás, à morte e à perda[à "!queda"] do filho e da própria  Lulu, uma prodigiosa Louise Brooks sem a qual "Die Büchse der Pandora" não seria, sem dúvida, a espantosa obra que, mau grado tudo quanto disse, permanece ainda hoje.  

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